História do Frevo: Folclore de Pernambuco

Ritmo musical de origem brasileira, em particular do estado de Pernambuco. O estilo mistura marcha, elementos da capoeira e o maxixe. Por representar parte da essência cultural do Brasil foi declarado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Patrimônio da Humanidade.

Há 120 passos diferentes catalogados de maneira oficial na dança do frevo, ritmo dançado em duas formas diferentes: Passistas com passos difíceis executados com acrobacia durante o percurso ou junto com a multidão.

Capoeira e Independência

A história aponta que a dança surgiu ao final do século XIX. Ritmo acelerado ao extremo, comum no carnaval. Em termos gerais a capoeira influenciou as origens do ritmo. Durante as Revoluções Pernambucanas representou símbolo utilizado entre o povo a favor da independência.

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Origens do Termo

A palavra se relaciona com o verbo ferver, agitar, rebuliço e apertão nas reuniões populares com multidões. O Jornal Pequeno, de Pernambuco, que tinha coluna assinada por Oswaldo Oliveira, fez a primeira referência ao termo com a reportagem sobre os ensaios dos Empalhadores do Feitosa. Para comemorar o centenário do frevo de modo oficial a Prefeitura do Recife declarou comemoração junto ao carnaval no ano de 2007.

Imagem de Amostra do You Tube

Primeiras Gravações: Frevo

O ritmo explodiu no Brasil. Antes era apenas instrumental. As melodias ganharam letras, aumentando a audiência dentro de fora de Pernambuco. Lamartine Babo com o “Frevo da Mulata” inspirou de modo direto a música “O Teu Cabelo Não Nega”, que ajudou a expandir o estilo das marchinhas dentro do Rio de Janeiro, em 1932.

A: Frevo Pernambucano, gravada por Francisco Alves, em 1930, foi primeira gravação de frevo, oficialmente.

B: Nelson Ferreira e a Orquestra da Guanabara gravou o som “Vamos se Acabar” que recebeu a classificação do gênero, após um ano.

C: Poucos anos antes a orquestra comandada por Pixinguinha denominada “Victor Brasileira” gravou Não Puxa Maroca, composta por Nélson Ferreira.

D: Mário Reis (É de Amargar)

E: Linda Batista (Criado com Vó),

Curiosidade

Curiosidade

F: Carlos Galhardo (Morena da Sapucaia, O Teu Lencinho, Vamos Cair no Frevo),

G: Nelson Gonçalves (Quando é Noite de Lua)

H: Dircinha Batista (Não é Vantagem),

I: Cyro Monteiro (Linda Flor da Madrugada)

J: Carmélia Alves (É de Maroca)

K: Gilberto Alves (Não Sou Eu Que Caio Lá; Não Faltava Mais Nada; Feitiço).

História do Frevo: 1950 a 1980

Na década de cinquenta do século XX o frevo pernambucano estava inspirado de energia com a fubica (cepo de maneira eletrificado) considerada como novidade que modificou o gênero musical. No ano de 1969 os músicos Dodô e Osmar formaram as bases do trio elétrico.

Nelson Ferreira compôs o frevo “Evocação”, gravado no ano de 1957 pelo “Bloco dos Batutas de São José”. A música invadiu o conceituado carnaval do Rio de Janeiro para derrotar as marchinhas e os sambas conhecidos da época. Mocambo, gravadora que lançou a faixa, se destacou com a alta quantidade de vendas de compositores que fizeram sucesso dentro do gênero.

Imagem de Amostra do You Tube

Compositores de Frevo

Ao compor Veneza Brasileira o sambista o compositor Nelson Ferreira ganhou destaque em nível nacional, música gravada por Aracy de Almeida. Capiba foi outro compositor que conquistou destaque não apenas no frevo, também em outros estilos musicais, como na clássica valsa gravada por Nelson Gonçalves que incentivou o nome de batismo na Maria Betânia, no ano de 1943.

Capiba conseguiu crescer no meio musical após gravar a música Manda Essa Tristeza Embora, no ano de 1936. Gosto de Te Ver Cantando, A pisada é essa, Linda Flor da Madrugada, Bonde de Olinda, Tenho uma Coisa pra lhe Dizer, Chapéu de Sol Aberto.

Expedido Baracho e Claudionor Germano se consagraram como especialistas em frevo. Antônio Maria também possui destaque no meio que em dezenas de canção fez questão de ressaltar o orgulho em ser pernambucano. Parte do trabalho homenageia a cidade natal de Recife.

Frevos de Músicos Conhecidos

Em poucos anos de surgimento no mercado musical o frevo conquistou espaço no mercado em virtude da riqueza cultural brasileira englobada no ritmo. Vinicius de Moraes, Tom Jobim são apenas alguns nomes conhecidos que aderiam o estilo em canções próprias ou de outros compositores.

Paulo Sérgio Valle gravou Pelas Ruas de Recife. Edu Lobo ficou conhecido também por No Cordão da Saideira. Inclusive Gilberto Gil se contagiou com os tons acelerados e muniu a guitarra no auge no movimento tropicalista.

Gal Costa com a sua irreverência misturou frevo com frevo para gravar a música Festa do Interior. A paraibana Elba Ramalho aproveitou para usar a voz singular para cantar o sucesso Banho de Cheio, composta pelo conterrâneo Carlo Fernando.

Bloco Galo da Madrugada: Não se pode ignorar o fato de que esse grupo possui importância elementar para preservar as raízes do frevo em alta em Pernambuco. Feito para preservar as tradições locais. Além de desfilar sem cordões de isolamento, ao contrário do carnaval da Bahia, por exemplo, também tocam ritmos pernambucanos. Os desfies na calada da noite acontecem na época do carnaval, normalmente.

Além do Galo da Madrugada os foliões possuem a oportunidade de dançar músicas de cantores do frevo contemporâneo: André Rio, Nena Queiroga, Almir Rouche, Claudionor Germano, Alceu Valência, entre outros nomes conhecidos no mercado.

Frevo: Patrimônio Mundial da Humanidade

No ano de 2012, em cerimônia realizada na capital da França, Paris, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura anunciou o frevo como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, aprovação com unanimidade dos votos. Frevo surgiu nos anos trinta do século XX em Pernambuco. Na década o gênero musical foi dividido em três partes teóricas: Frevo-de-rua, frevo-canção e frevo-de-bloco.

A. Frevo de Rua: Apenas tocado por banda ou orquestra instrumental sem nenhuma voz para acompanhar. Ficou popular nos anos trinta. Participou de transmissões de rádio inclusive no Rio de Janeiro na mesma década. Frevo-de-abafo, frevo-coqueiro, frevo-ventania e frevo-de-salão são subdivisões oficial.

B: Frevo Canção: Introdução com orquestra e em seguida a canção. Claudionor Germano e Alceu Valença representam os dois nomes de destaques.

C: Frevo Bloco: Música tocada por orquestra de pau e cordas, sem presença de eletrônicos. Presentes nos blocos carnavalescos mistos para animais o público. Compositores chamam de marcha-de-bloco.

Artigo Escrito por Renato Duarte Plantier

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